
"(...) Foi então que enveredei pelo meu lado artístico (...)" Foi nessa época que conheci Daniela e seu trabalho. Minha atenção foi despertada pela geometria ousada e pela agressiva assimetria de suas criações, aliadas ao caráter lúdico de seus “anéis trigêmeos”. Neles, a linha é sempre presente no fio de prata articulado em repetições formais que produzem o ritmo de suas jóias. Na sequência vieram a visão estilizada de folhas e flores em novas texturas, já agora misturando outros metais à prata escurecida. E surgem as pedras ... em todas as formas, em todas suas cores e brilhos. Nesta trajetória percebe-se uma alternância entre agressividade e suavidade, entre ângulos retos e sinuosas curvas. É através delas que Daniela inscreve sua assinatura de artista. No espaço e no tempo seu trabalho vai-se modificando e crescendo, permitindo dessa maneira que o sujeito se aproprie dos diferentes sentidos dessas obras de arte cuja moldura é o próprio corpo. E assim eu posso usufruir e participar dessa verdadeira work in progress da joalheria. Que nova arte Daniela estará tramando agora?
Beatriz Palhano de Vasconcelos Psicanalista e amiga
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